O Itamaraty manifestou na noite desta quarta-feira "grande satisfação" pela decisão da Assembleia Geral das
Nações Unidas que aprovou, por unanimidade, o projeto de resoluçao O Direito à Privacidade na Era Digital,
apresentado por Brasil e Alemanha como reação às denúncias de espionagem internacional praticada pelos Estados
Unidos em meios eletrônicos e digitais.
O documento, que trata de ações "extraterritoriais de Estados em matéria de coleta de dados, monitoramento e
interceptação de comunicações", foi aprovado pelos 193 Estados-Membros das Nações Unidas na tarde de hoje.
Brasil e Alemanha apresentaram a proposta no dia 1º de novembro passado.
Segundo a resolução adotada pela ONU, as pessoas devem ter garantidos, no ambiente digital, os mesmos direitos
que têm fora dele. As normas internacionais que fundamentaram a proposta conjunta são o Artigo 12 da Declaração
Universal dos Direitos Humanos e o Artigo 17 do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos - que
mencionam o direito à privacidade, a inviolabilidade de correspondência e a proteção contra ofensas.
Para o Ministério das Relações Exteriores, a decisão da Assembleia Geral da ONU "demonstra o reconhecimento,
pela comunidade internacional, de princípios universais defendidos pelo Brasil, como a proteção do direito à
privacidade e à liberdade de expressão".
De acordo com o Itamaraty, outra inovação da proposta adotada pela ONU é o reconhecimento dos direitos dos dados
dos cidadãos tanto offline (fora da internet) como online. "Prevê, ainda, passos para dar continuidade ao
diálogo e aprofundar discussões ao longo dos próximos meses, no âmbito das Nações Unidas, sobre o direito à
privacidade nas comunicações eletrônicas", informa a nota.
Fonte:
TERRA
Publicado em 19 de Dezembro de 2013, às 10:21