A caminhoneira Edna Ferreira Lima, mãe do adolescente de 15 anos que teve a perna decepada pela cruzeta do cardã de um trator, numa fazenda a 42 km de Vilhena, está pedindo ajuda para levar o garoto para um hospital particular de Cacoal. A transferência, segundo a mãe, visa corrigir um problema criado pelo enfermeiro de um posto de saúde, que teria permitido a infecção do membro amputado.
Após a perda da perna, cortada cinco dedos abaixo do joelho direito, o garoto foi trazido para o Hospital Regional de Vilhena e passou por uma cirurgia. Edna diz que, no pós-operatório, o funcionário do postinho não fez corretamente a assepsia e o garoto, que é filho de pai da etnia Cinta-Larga, pode ser obrigado a cortar ainda mais a perna.
A mãe diz que, em Cacoal, o tratamento poderá ser feito sem um novo corte. “Se tirar mais da perna, aí vai ficar difícil implantar uma prótese. O coração sangra ao ver meu filho sofrer tanto”, desabafa a caminhoneira, informando que os interessados em ajudar podem ligar para ela mesma, através do celular 8466-9038.
TRABALHO DURO
Ao contrário do que algumas pessoas andaram afirmando, Edna desmente que o filho estivesse brincando no momento do acidente. “Ele estava trabalhando a R$ 40 por dia na pulverização de uma plantação de eucalipto”, revela, adiantando que irá cobrar do dono da fazenda onde o filho se feriu, e que é médico, a reparação pelo dano sofrido.