Estuprador ameaçou matar a vítima, caso ela contasse sobre a violência sexual a alguém
O relato dramático de uma adolescente de 16 anos, vítima de violência sexual ontem, em Vilhena, levou à prisão da mãe dela, uma mulher de 35 anos, que a havia deixado sozinha em casa, no bairro Nova Esperança, junto com a irmã, de apenas 9 anos.
O FOLHA DO SUL ON LINE teve acesso ao depoimento da menina, que estava na porta de sua casa, quando um homem de 55 anos chegou em uma motoneta Honda Biz e pediu ajuda para procurar o filho, que estaria desaparecido.
Após percorrer, na garupa da motoneta, alguns bairros da cidade, como Alvorada; Casa de Rondon; Parque Ecológico e o bosque que separa o Solar de Vilhena do Alto dos Parecis, a menor percebeu que o condutor do veículo não estava procurando o filho, e gritou por socorro.
Neste momento, o homem pegou a vítima pelo braço e a arrastou para um matagal. Conforme o relato da menina, o homem disse que se ela não “colaborasse” (com o próprio estupro), a mataria ali mesmo. Após jogá-la no chão, o abusador arrancou a roupa da vítima.
Lutando para escapar da violência sexual, a adolescente foi mordida no braço e levou um soco na boca, além de tapas no rosto, ficando com várias escoriações pelo corpo. Os ferimentos na menor foram fotografados pelos policiais que registraram a ocorrência.
Mesmo com a garota se debatendo, o maníaco conseguiu penetrar várias vezes a região anal e vaginal dela. O tarado, inclusive, teria ejaculado dentro da vagina, enquanto tapava a boca dela, o que pode resultado em uma gravidez indesejada.
Depois de consumar o ato forçado, o homem (cujo nome a polícia já tem) ordenou que a menor se vestisse e montasse na moto outra vez, ameaçando matá-la, caso alguém ficasse sabendo do ocorrido. A garota contou que, após o veículo apresentar defeito, o estuprador passou na casa de um mecânico amigo dele, que fez o conserto.
Após negar inicialmente ter feito os reparos na motoneta, o mecânico acabou confessando que a menina tinha falado a verdade, mas se negou a dar outras informações aos policiais.
Após ser abandonada pelo estuprador nas proximidades do bairro Cohab, a adolescente passou a se queixar de dores abdominais e apresentar ferimento/sangramento oriundos da violência sexual, sendo encaminhada ao Hospital Regional. Na unidade, o médico de plantão prestou todo o atendimento necessário, liberando-a posteriormente.
Após o exame de corpo de delito, realizado na Unisp, constatar o estupro, a menina foi levada novamente para o Hospital Regional. Ali, a mãe dela, que tinha passado o dia todo fora de casa, deixando as duas meninas sozinhas, foi encontrada e recebeu voz de prisão.
O Conselho Tutelar foi acionado e irá acompanhar o desenrolar do caso, que será investigado, enquanto a Polícia Militar tenta prender o autor da violência sexual.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 20 de Outubro de 2025, às 10:18