A distribuição dos quiosques que estão sendo construídos na praça Ângelo Spadari, no centro de Vilhena, poderá gerar controvérsia. Os boxes estão sendo erguidos para substituir as barracas improvisadas dos ambulantes, mas para ocupar o novo espaço será necessária a realização de licitação pública.
Apesar da garantia dada pela Prefeitura aos informais acerca da garantia da vaga, não há amparo legal para que eles ocupem os novos pontos de venda sem passar por procedimento administrativo. Os autônomos estão contando com o espaço, e fontes da administração acreditam que quem já trabalha na praça merece preferência. No entanto, um advogado consultado pela reportagem afirmou que não existe suporte jurídico que permita a algumas pessoas participar de licitações públicas com vantagem sobre os demais concorrentes.
Enquanto a dúvida persiste, a obra aparentemente está parada. Na manhã de sexta-feira, por volta das nove horas, a reportagem da FOLHA DO SUL ON LINE não encontrou nenhum operário trabalhando na construção. A retirada dos ambulantes, além da obrigatoriedade da instalação dos quiosques padronizados aconteceu no início deste ano, por determinação do Ministério Público.