Levados a júri popular na cidade de Buritis, o empresário vilhenense Carlos Antônio Schumann (FOTO) e seu filho, Carlos Schumann Júnior, o “Chuminha” foram absolvidos da acusação de homicídio contra dois sem-terra em outubro de 2003. Na época, um empregado da fazenda dos Schumann foi encontrado morto ao lado de dois “grileiros”.

O julgamento aconteceu na quarta-feira, dia 12, e durou durou 12 horas (das 8:00 às 20:h). Os sete jurados votaram pela absolvição dos acusados depois que o promotor admitiu que não havia provas para condená-lo.

Em entrevista exclusiva ao www.folhadosulonline.com.br, Chuminha disse ter ficado aliviado com o resultado do julgamento. “Foram sete ano de sofrimento, sendo acusado de um crime que não cometemos”, disse.

O CASO - Em outubro de 2003, as mortes na propriedade de 5 mil hectares de Schumann, a 70 quilômetros de Buritis, causou comoção em Vilhena, já que o jovem Rodrigo Pinho Ravagnani, de 27 anos, estava entre os mortos. O rapaz, cujos pais continuam morando na cidade, era motorista da fazenda e teria sido executado por sem-terra, em represália a supostos assassinatos cometidos supostamente a mando do empresário.

De acordo com Chuminha, Rodrigo foi mesmo morto por uma quadrilha que atua naquela região, que seria também uma rota de tráfico de drogas. O fazendeiro desmente, no entanto, qualquer ação violenta contra os sem-terra. Schumann Júnior disse que Ravagnani havia sido assassinado quando voltava de uma área onde a família Schumann possui um plano de manejo florestal. “Dois corpos de pessoas que haviam sido mortas numa área vizinha foram deixados próximos ao Rodrigo para nos incriminar”, argumenta, denunciando que crimes de pistolagem aconteciam com freqüência naquela área.