UTI neonatal lotada e perda de líquido da gestante motivaram a transferência
Bombou nas redes sociais e até em mensagens enviadas ao FOLHA DO SUL ON LINE o mesmo questionamento: por que a mulher grávida de 33 semanas, que morreu a bordo de uma ambulância junto com o próprio bebê E mais três pessoas na madrugada desta sexta-feira, 18, estava sendo levada para Porto Velho? (ENTENDA AQUI).
Ao comentarem a tragédia, vários leitores apontaram diferentes motivos para o acidente fatal, incluindo a falta de duplicação da rodovia federal onde aconteceu a colisão. Também foi mencionada a estratégia conhecida como “ambulancioterapia”, que consiste em investir no transporte de pacientes, e não na estrutura dos hospitais de Rondônia.
No caso da gestante Fernanda Lino Santos, que era acompanhada pela mãe, Silvana Ferreira Lino Rocha (AMBAS NA FOTO), também morta no mesmo acidente, o secretário municipal de Saúde de Vilhena, Wagner Borges, ouvido pelo FOLHA DO SUL ON LINE, explicou o que aconteceu e negou que a transferência tenha sido motivada por falta de especialistas na cidade.
Segundo Wagner, Fernanda veio de Alta Floresta e estava sendo monitorada em um dos leitos para grávidas de alto risco no HRV. Em virtude de um problema de saúde, ela começou a perder muito líquido, os médicos que a atendiam previram que o bebê iria nascer precocemente e precisaria de uma UTI neonatal.
E aí veio o motivo da transferência: nenhum dos quatro leitos para recém-nascidos da UTI neonatal local estava vago. “Só quatro cidades em Rondônia possuem esse tipo de UTI: Vilhena, Ji-Paraná, Ouro Preto do Oeste e Porto Velho. As de Ji-Paraná e Ouro Preto também estavam lotadas, por isso, a paciente estava era levada para o Hospital de Base, na capital”, esclareceu o titular da Semus.
Lamentando o ocorrido, o secretário disse que a rede municipal de Vilhena tem pactuação com o Estado, para receber e enviar pacientes, e que somente em casos extremos, as viagens são feitas. “Infelizmente, essa acabou de maneira trágica, quando a gente estava tentando salvar a mãe e seu bebê usando a única alternativa possível”, concluiu o entrevistado.
Autor:
Da redação
Fonte:
Fotos: Rondoniagora
Publicado em 18 de Abril de 2025, às 17:51