Leilah Moreno comemora a cura da leucemia que enfrentou em 2009 fazendo o que sabe de melhor: soltando a voz. A cantora lançou o videoclipe da música "Alive" (assista!), composta por ela quando já estava se recuperando e, em conversa com o EGO, abriu o jogo sobre como descobriu, encarou e venceu a doença.
"Fui aprovada para o musical 'Hairspray', mas comecei a passar muito mal nos ensaios, não conseguia decorar as letras e coreografias. Tive algumas hemorragias, passei por médicos e ninguém me dava o diagnóstico exato, falavam que era estresse ou anemia. Só descobri porque fui teimosa e não acreditei nos primeiros exames", recorda.
Tratamento
Ao saber que estava com Leucemia Promielocítica Aguda (LPA, que afeta as células-tronco e reduz os glóbulos brancos), Leilah deixou tudo de lado para procurar tratamento. "Tive um diagnóstico muito precoce e, quando você descobre cedo, são seis meses de cuidados e seis de manutenção, tomando medicamento, quimio e radioterapia. O meu caso tinha 80% de chance de cura total. Procurei um especialista, fiz um primeiro tratamento no México por 15 dias e continuei no Brasil. Em momento nenhum foi cogitado transplante de medula".
Logo ela passou a sentir os efeitos colaterais. "Emagreci e engordei muito rápido porque retinha líquido, tive queda parcial de cabelo e disfarçava fazendo alongamento. Ninguém sabia o que eu tinha. Inventei uma desculpa para a produção do musical e depois contei, eles entenderam. No 'Altas horas' (do qual fez parte da banda por seis anos), o pessoal da maquiagem e os músicos não sabiam, contei só para o Serginho (Groisman). Uma das minhas grandes amigas ficou morando um tempo comigo”
Determinação
A cantora diz como superou aquele momento. "Não caí em depressão, não fiquei desacreditada, ninguém me viu mal. Tratei com força e humor, fazia piadas, acho que o humor fez eu curar mais rápido. Fui a primeira a acreditar na cura, até os médicos me disseram que isso foi determinante, a minha confiança ajudou”.
E explica por que decidiu manter em segredo o que estava passando. "Muita gente me criticou porque não contei, mas era um direito meu, não estava preparada para receber olhares de dó. Prefiro que me vejam descontraída e bem porque assim me curo mais rápido. Procurei não ficar frágil e acredito que fiz da minha forma correta, mas admiro quem conta, como o Reynaldo Gianecchini".