O problema da idosa de Tocantins só foi corrigido após ação judicial
 
Recentemente, uma lavradora de 83 anos, moradora de Dianópolis, no Estado de Tocantins, foi oficialmente “ressuscitada” pela Justiça após ter sido dada como morta por erro em cartório. A confusão começou em 2018, quando a certidão de óbito do irmão falecido acabou sendo emitida com o nome e os documentos da idosa.
 
O equívoco fez com que o CPF da lavradora fosse cancelado e sua aposentadoria bloqueada duas vezes. Ela também teve dificuldades em serviços básicos, inclusive ao tentar se vacinar contra a Covid-19. O problema só foi corrigido após ação judicial.
 
No dia 4 de setembro, o juiz Rodrigo da Silva Perez Araujo determinou a regularização do registro civil e o cancelamento do falso óbito. A decisão garante que a idosa volte a ter acesso pleno à aposentadoria e aos benefícios previdenciários.
 
A cidade onde aconteceram os fatos é a mesma onde nasceu o senador Confúcio Moura (MDB), hoje com 77 anos, que também foi deputado federal, prefeito de Ariquemes e governador de Rondônia.
 
Dianópolis já foi uma cidade de Goiás, mas com o desmembramento do Estado, no ano de 1988, passou a fazer parte de Tocantins.