Ao concluir o inquérito que investiga a morte de um recém-nascido, supostamente assassinado pela própria mãe em Cerejeiras, a polícia da cidade vizinha não conseguiu desvendar o maior mistério do crime, descoberto no dia 05 de setembro. Apesar de o cadáver do bebê de dois dias de vida, encontrado no quintal da casa onde morava, ter sido submetido a necropsia, o laudo não foi conclusivo em relação à causa da morte. Não foi possível saber, portanto, se o menino foi enterrado vivo, como se suspeitava.
A mãe da criança, Gerliane Almeida Bezerra, de 20 anos, está presa da cadeia pública de Cerejeiras, e nega que tenha assassinado o filho. Em seu depoimento, ela disse que o recém-nascido morreu de inanição, já que não tinha leite para amamentá-lo. Ela deverá ser denunciada pelo Ministério Público, mas ainda não se sabe que crime lhe será atribuído.
Em entrevista ao jornalista Flávio Godoi, correspondente do G1 em Vilhena, o delegado responsável pelo inquérito, Giuliano Ricardo Lopes, explicou que a imprecisão do laudo pericial não apontou se o bebê estava vivo ou morto quando foi sepultado porque o cadáver só foi encontrado três dias após o falecimento da vítima.