O ex-presidiário Pedro dos Santos Grisoska foi condenado, no dia 10 de agosto, pelo juiz da Comarca de Comodoro (cidade mato-grossense que fica a 110 km de Vilhena), a 28 anos, 6 meses e 17 dias de reclusão pelo seqüestro e estupro da menina L.S.S, de apenas seis anos.
O crime teve início no dia 13 de maio de 2011, na cidade de Vilhena e terminou no dia 21 do mesmo mês, em Comodoro, após uma testemunha reconhecer a menina desaparecida e acionar a Polícia Militar, que prendeu o criminoso em flagrante.
O réu está preso no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) e deverá cumprir a pena em regime inicialmente fechado.
Consta dos autos que no dia 13 de maio do ano passado, por volta de meio-dia, o acusado seqüestrou a vítima quando ela estava a caminho da escola, no bairro Cristo Rei, em Vilhena. Ele a teria levado para um matagal nos arredores da cidade e cometido o estupro.
Na sequência, o acusado manteve a menina escondida em uma casa abandonada também nos arredores da cidade, onde a estuprou mais três vezes.
Nesse período, a menina contou em depoimento que passou fome e sede. Depois, o acusado teria levado a menina de Vilhena para Comodoro.
O crime foi descoberto no início da noite do dia 21 de maio, quando o acusado teria levado a garota para brincar em uma pracinha na cidade vizinha. Nesse momento, uma mulher, que estava no local com a filha, reconheceu a menina por causa de uma fotografia de criança desaparecida exposta em Vilhena.
A testemunha então acionou a Polícia Militar e, ao ser abordado, o acusado tentou fugir, mas foi contido pelos policiais. Na delegacia, ele se apresentou com o nome de Ari Terra Filho, o que levou o Ministério Público a denunciá-lo também por falsidade ideológica.
Pelo estupro praticado quatro vezes, o réu foi condenado a 25 anos e 17 dias de reclusão. Os outros 3 anos e 6 meses foram pelo seqüestro da criança.
Autor:
Da redação
Fonte:
TJ/MT
Publicado em 21 de Agosto de 2012, às 08:55