Numa sentença de 46 páginas, a titular da 2º Vara Criminal de Vilhena , Lilian Pegoraro Bilharva, atendendo denúncia do Ministério Público, condenou 18 pessoas acusadas de participação na invasão de propriedades rurais na cidade de Chupinguaia. Entre os sentenciados estão o atual presidente da Câmara de Chupinguaia, Roberto Ferreira Pinto, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Vilhena e Chupinguaia, Udo Wahlbrink e o agricultor Pedro Arrigo (OS TRÊS NAS FOTOS QUE ILUSTRAM ESTA REPORTAGEM), considerados os líderes do movimento, que agia armado para invadir as terras e que receberam as penas mais pesadas: 10 anos e seis meses de prisão. Os outros envolvidos receberam condenações menores. A sentença foi publicada nesta segunda-feira, 22, e todos os condenados podem recorrer da decisão.
De acordo com os autos, em outubro de 2011, os acusados já haviam sido proibidos de voltar à Fazenda Dois Pinguins, em Chupinguaia, de onde já haviam sido retirados por ordem judicial. No mês de fevereiro do ano seguinte (2012), no entanto, teriam se reunido para retornar à propriedade, onde chegaram armados.
O confronto na fazenda, durante a tentativa de ocupação no início de 2012, quando foram disparados tiros e feitos reféns, ganhou repercussão em todo o Estado e os três principais suspeitos de arquitetarem a invasão (Roberto Udo e Pedro Arrigo) foram presos, permanecendo na cadeia, em Vilhena, até o mês de novembro do ano passado, quando foram beneficiados por Habeas Corpus concedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Roberto, que já era vereador, foi reeleito pelo PSSD, mesmo estando atrás das grades no dia do pleito. Ao deixar a prisão, foi escolhido por seus pares para presidir a Câmara de Chupinguaia.
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