Diante de denúncias diárias, o Procon de Vilhena vai questionar o prefeito Zé Rover (PP) sobre os critérios que o levaram a autorizar aumentos na corridas de mototaxi na cidade. De acordo com Acácio Félix, gerente regional do órgão, é preciso explicar a razão do reajuste, uma vez que poucos outros serviços tiveram aumentos nos últimos meses.
Mas, além deste problema, o Procon vai levar ao Ministério Público uma outra queixa: a de que placas de taxis e mototaxis estão sendo vendidas por gente que deveria estar trabalhando na praça.
De acordo com Acácio, há casos de donos de placas que, ao invés de exercer a profissão, preferem alugar ou mesmo vender o benefício. E cobram caro: segundo um denunciante, no caso das motos, a placa custa R$ 70 mil; donos de carros cobram até 200 mil para transferir o direito de trabalhar.
Por causa da dificuldade de conseguir um ponto, há casos comoventes de esforço em busca de espaço. Um rapaz do bairro São José estaria tentando vender a própria casa para comprar uma placa de mototaxi.
Contactado pelo site, o secretário municipal de Trânsito, Arli Schultz, disse não ter recebido nenhuma denúncia sobre o comércio de placas. O titular da Semtran, que não pretende liberar novas concessões, disse que existem 96 mototaxistas credenciados e 10 pontos de taxis, casa um com um número diferente de carros, em funcionamento na cidade.