O jornalista vilhenense Júlio Olivar, atual secretário de Estado de Turismo, prestou uma homenagem a um dos mais antigos e conhecidos profissionais de rádio de Rondônia, morto nesta segunda-feira, 30, em decorrência de problemas cardíacos, aos 54 anos, quando realizava tratamento médico em São Paulo.
Ao descrever o colega de trabalho, o comunicador destacou o talento de Herivelton Bernardes para gerenciar emissoras de rádio. Leia abaixo:
“Notícia triste. Faleceu meu amigo Herivelton. Eu o via pouco ultimamente, mas sempre que o encontrava era com o mesmo sorriso e modos agradáveis de sempre. Foi embora muito cedo!
Trabalhei com o Herivelton Bernardes entre 2001 e 2002, em Porto Velho. E conheci, naquela fase, uma pessoa terna, educada, sempre mantendo o mesmo tom sereno na condução da sua vida pessoal - na relação com esposa e filhos (inclusive, uma adotada) - e da vida profissional. Sob seus desígnios estavam as 8 rádios que compõem o Sistema Rondônia de Comunicação, pertencente ao ex-senador Odacir Soares, que ele contribuiu para que se tornassem sucesso absoluto. A rádio 93 é a mais antiga FM de Rondônia e, por longos anos, Herivelton laborou para que ele obtivesse tanto êxito.
Era visto como o mais tarimbado executivo de rádio do Estado. Deixou de ser o superintendente do Sistema RO de Comunicação em 2002 e fez de uma rádio de Candeias do Jamari uma das mais ouvidas em Porto Velho e região, à altura das emissoras mais tradicionais.
Herivelton era uma pessoa humilde, que começou trabalhando no rádio como sonoplasta no interior. E se fez notado pelo então poderoso Odacir Soares pelos seus próprios méritos. Era extremamente dedicado e conhecia tudo de administração e da parte funcional de rádio. Empreendedor, se tornou investidor em outras áreas. Mas manteve sempre o mesmo jeito simples de ver a vida e de se dirigir às pessoas. Transitava entre os maiores, sem nunca deixar de lado sua essência que se impunha pelos valores que ele trazia de berço.
Era bastante doente, desde muito jovem. Mas nunca o vi lamentando. Antes dos 40 já tinha safena. Tomei conhecimento de seu falecimento pelo Dimas Ferreira, editor da FOLHA DO SUL; ainda não sei pormenores da sua partida precoce. Fiquei bastante triste porque do meu convívio com ele aprendi a admirá-lo não apenas pelas suas habilidades profissionais, jogo de cintura e bom caráter. Era uma pessoa do bem, discreta e incapaz de uma indelicadeza com quem quer que fosse. Essa foi a imagem que ficou e que irá perdurar na minha memória.
Vá em paz, Herivelton! Você merece a paz de Deus porque não fez outra coisa senão semear a paz por onde andou”.