No jogo mais nervoso da temporada até aqui, o Vilhena Esporte Clube venceu o Moto Clube de Porto Velho por 1 x 0 na noite de ontem e manteve-se na liderança do Campeonato de Futebol Rondoniense 2010, 1ª Divisão.
Depois do gol de Edilsinho, aos 17, num rebote do lado esquerdo da grande área, o time começou a errar muito, principalmente no segundo tempo, quando o individualismo de Souza desperdiçou várias oportunidades. Aliás, no segundo tempo, o árbitro Sidnei Pereira teve muito trabalho para conter o nervosismo dos jogadores. A sequência de faltas violentas levou à expulsão do meia Braúna, do Moto, e do zagueiro Senegal, do Vec.
Alfredo, camisa 3 do Moto Club, e Dilsinho também se estranharam (embora tenham se despedido amistosamente ao fim do jogo), e Joel e Elivelton Cabixi, que entraram com fome de bola a partir da segunda metade do segundo tempo, não conseguiram apresentar o futebol que esperavam.
Tanto isso é verdade que o Moto Clube esteve muito perto de empatar no segundo tempo, em bolas altas cruzadas na áreas, pois o Vec limitou-se a contrataques em velocidade que, ao final, deram em nada.
Pode ser que o Moto não merecesse perder, mas, pelo que jogou, o Vec não merecia mais que um empate. Em nenhum momento foi superior ao Moto de forma convincente, a não ser nas reclamações contra o árbitro, que expulsou um dos membros da Comissão Técnica durante o intervalo.
Outro ponto negativo foi, novamente, a desorganização da bilheteria. Apesar da tagarelice do presidente do Vec, José Carlos Dalanhol, que disse que penetra nenhum iria entrar no Portal da Amazônia, o borderô registrou 893 pagantes com ingresso inteiro, 102 meias-entradas e nada menos que 250 torcedores não-pagantes. Azar de quem comprou ingresso.
A nota cômica do jogo ficou por conta do goleiro Dida, do Moto. No desespero para empatar o jogo, o arqueiro saiu em desabalada carreira lá pelos 35 minutos do segunto tempo desde sua meta, driblou dois jogadores do Vec, foi desarmado na entrada da grande área, derrubou seu marcador, fez a falta e tomou uma vaia digna de pelada de várzea.
Confirmou-se sua própria previsão, declarada à reportagem quando voltou para o segundo tempo. Perguntado se tinha condições de virar o jogo, respondeu: “Se Deus abençoar, viramos sim. Se Ele não abençoar, vamos perder”. Não deu outra.