Há quase 20 dias, desde a invasão da fazenda Caramello, na zona de rural de Chupingauaia, onde chegou a haver confronto entre policiais e sem-terra, o celular do secretário de Educação de Vilhena, José Carlos Arrigo, não para de tocar. É que os invasores da propriedade foram liderados por Pedro Arrigo, que é irmão do secretário vilhenense. Hoje, Pedro teve a prisão preventiva decretada por ordem da justiçar.
Questionado pelo FOLHA DO SUL ON LINE sobre as ações do suposto líder dos sem-terra, Arrigo disse que o irmão deve responder por seus atos. “Não renego o parentesco, mas não posso ser cobrado pelas atitudes de quem já tem mais de 40 anos”, disse.
Militar da reserva, Arrigo chegou a comandar contingentes que faziam reintegração de posse de áreas invadidas. Sempre comedido, jamais precisou usar armas para atuar nos quase sempre violentos conflitos entre fazendeiros e sem-terra.
Na manhã de hoje, Pedro Arrigo só não foi preso porque conseguiu fugir. Acusado de liderar ações armadas contra fazendas em Chupinguaia, ele continua foragido e sendo procurado em toda a região. Outros dois supostos líderes do que a polícia classifica como “guerrilha”, o vereador Roberto Ferreira Pinto e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Vilhena e Chupinguaia, Udo wahlbrink, foram presos e estão prestando depoimento na DPC.