Família vai exigir explicações da unidade de saúde da capital
 
Foi sepultada na manhã desta quinta-feira, 02, em Porto Velho, o corpo da professora Luiza Fernandes da Silva. Ela tinha 74 anos e faleceu na tarde de ontem, após vários dias lutando contra a Covid-19 no Hospital de Base, na capital.
 
De acordo com familiares da pioneira, que veio de Londrina (PR) para Rondônia em 1975, ela tinha diabetes e o pulmão comprometido, e depois de passar mal em casa, foi levada para a UPA, em Vilhena, onde ficou internada.
 
Quando os exames indicaram um grave problema no coração de Luiza, ela foi transferida para o hospital Samar, em Porto Velho. Na viagem, a vilhenense sofreu uma parada cardíaca, mas foi reanimada.
 
Após a cirurgia para a implantação de um marca-passo, a educadora foi levada para a UTI do Hospital de Base. Ocorre que, mesmo sendo uma UTI “normal”, ela ficou internada junto com um paciente infectado com a Covid-19 e acabou contraindo a doença.
 
Depois de ser diagnosticada com a Covid-19, Luiza foi imediatamente intubada e permaneceu nesta situação até ontem, quando não resistiu e foi a óbito.
 
Professora que lecionou na creche Mario Grasso, Luiza deixa um casal de filhos. A família vai cobrar explicações do Hospital de Base, cuja falha teria levado à morte da idosa.