O Ipmv (Instituto de Previdência Municipal de Vilhena) promove hoje o I Seminário Sobre Regime Próprio de Previdência Social do Município de Vilhena, no Salão de Festas da Aviagro (Associação Vilhenense dos Agropecuaristas). Desde as 7h30 cerca de 700 pessoas assistem a palestras, participam de sorteios de brindes e rodadas de perguntas e respostas, que devem durar até 17h30.

 

Com o intuito de esclarecer sobre o RPPS (Regime Próprio de Previdência Social), seus benefícios, características e aspectos gerais, bem como sobre a política de investimentos e produtos de investimentos, a conferência pretende utilizar como público alvo os servidores segurados do Ipmv e de outros institutos de previdência do Estado. Segundo o técnico de controle externo do TCE-RO (Tribunal de Contas do Estado de Rondônia) Willian Afonso Pessoa (FOTOS 2 e 3), a vantagem de um servidor fazer uso do Ipmv é que o valor conseguido com essa aposentadoria não possui valor limite. “No Inss (Instituto Nacional do Seguro Social) há um teto estipulado como valor máximo da aposentadoria. No Ipmv não. Além disso, os aposentados conseguem retirar mensalmente aproximadamente 80% do salário que recebiam antes, como contribuintes”, garante.

 

Além da Aviagro, o seminário conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Vilhena, Caixa Econômica Federal, TCE-RO, NB5 – Consultoria Previdenciária e Softwares de Gestão.

 

GASTOS E DÍVIDAS – Fundado há 3,5 anos, o Ipmv possui em seus cofres 9,3 milhões de reais arrecadados. Desde sua inauguração apenas quatro servidores se aposentaram pelo instituto. No entanto, a previsão é que em 2010 mais de 60 contribuintes do município passem a receber aposentadoria através do órgão.

 

Em 2009 a entidade consumiu um valor superior a R$ 294 mil, ou R$ 26,7 mil por mês. Há quem considere as despesas desnecessárias. Para o Diretor de Administração e Finanças do Ipmv, Renato Daniel de Oliveira (FOTO 4) os custos de funcionamento se justificam. “Gastamos R$ 16 mil mensalmente apenas com a folha de pagamento. Direcionamos boa parte de nossa receita para a área jurídica também. Isso tudo sem contar com as taxas de energia, luz, água e serviços terceirizados”, explana. O diretor assegura que as movimentações financeiras são transparentes e destrinchadas em uma prestação de contas a cada 30 dias.

 

Conforme a reportagem do www.folhadosulonline.com.br apurou, a Semusa (Secretaria Municipal de Saúde) retém quase R$ 600 mil que arrecadou de seus servidores sem repassar para o Ipmv. O assunto não é novidade, visto que a secretaria é conhecida por atrasar tais repasses, tanto que, em 2007, quatro meses de contribuições chegaram a ficar retidos na Semusa. E a situação pode piorar, já que o presidente do instituo pode impedir que o município emita a Certidão Negativa de Débitos, necessária para a liberação de verbas federais para a cidade.