Sempre que o prefeito Zé Rover (PP) comparece em cultos evangélicos ele se atrapalha com o protocolo e comete gafes. E sua presença em celebrações religiosas é constante.

Na semana passada, por exemplo, pela enésima vez, o alcaide vilhenense acabou deixando evangélicos chateados em culto realizado na Igreja Mundial. De acordo com testemunhas, nos instantes finais da cerimônia, no momento em que o pastor fez o chamamento à platéia para os que ainda não tivesse “aceitado Jesus” fizessem isso naquele instante, o prefeito foi um dos primeiros a se prostrar em frente ao altar do templo. Acontece que Rover é católico, e aparentemente não pretende mudar de religião.

 

O que Zé Rover parece não saber é que o gesto de se dirigir ao altar quando o pastor chama corresponde a uma conversão, ou seja, um momento solene na vida dos cristãos, que com o gesto assumem o compromisso de abraçar a denominação na qual é feita opção perante os fiéis. Mesmo contanto com muitos evangélicos à sua volta, incluindo o vice-prefeito Jacier Dias (PSC), que é pastor da igreja Assembleia de Deus, o mandatário vilhenense ele não é orientado acerca do simbolismo que cerca aquele momento do culto, e já existem crentes que acham que ele nada faz além de zombar de sua religião. Um raciocínio obviamente equivocado, já que Rover aceita Jesus toma semana por simples desconhecimento do ritual.

Questionado sobre o assunto, o prefeito disse que “sempre vai aceitar Jesus onde estiver, mas que vai permanecer fiel a Igreja Católica”.