Andréia recebeu alta, mas precisou voltar ao hospital para ser medicada
Com a voz fraca e falando de dentro da “Enfermaria Covid” do Hospital Regional de Vilhena, a auxiliar administrativo Andréia G. de Moura, de 39 anos, revelou ao FOLHA DO SUL ON LINE que é muito mais dura do que a maioria das pessoas pensa a agressividade do novo Coronavírus.
“Eu nunca fumei, não sofro de comorbidades, tenho 39 anos e passei muito mal com essa doença. Acho que fui um milagre eu não ter sido intubada”, argumentou Andréia, que começou a sentir os primeiros sintomas da doença no dia 02 deste mês e foi internada uma semana depois.
Na casa onde Andréia Mora com as duas filhas, todas foram infectadas. Uma das garotas, a mais velha, de 20 anos, chegou a ser entrevistada pelo FOLHA DO SUL ON LINE, mas já se recuperou e voltou a trabalhar. A caçula, de 15 anos, mesmo testando positivo, está assintomática.
Na manhã de sábado, 17, Andréia recebeu alta e foi para casa, mas precisou retornar à noite, já que sentia dores de cabeça e outras sequelas da doença. Na madrugada de ontem, após ser medicada com soro, ela seguiu outra vez para o tratamento domiciliar.
Ao falar da luta que ainda está travando, a jovem paciente mandou um recado para quem ainda não está levando a sério a pandemia: “se cuidem, porque essa doença pode matar, e os que sobrevivem ficam com sequelas graves. Não é uma gripezinha”, finalizou.
Sem poder se vacinar, já que pacientes que contraem o novo Coronavírus precisam esperar 30 dias para tomar o imunizante, Andreia aconselha: “quando chegar a sua vez, não perca tempo, tome a vacina”.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 19 de Julho de 2021, às 15:06