Para os jovens Larissa e Edson, todo dia é dia de índio. Os irmãos foram ouvidos pela reportagem da FOLHA DO SUL ON LINE na manhã desta quarta-feira, um dia depois da data comemorativa ao seu povo. Eles disseram que não tomaram conhecimento de nenhuma atividade referente ao Dia do Índio, que para eles foi como outro qualquer.
Pertencentes a etnia Mamaindê, os dois se dedicam a fazer artesanato e não trocam a vida na aldeia pela cidade. “Ficamos aqui apenas o tempo que precisamos, e sentimos muita falta de viver próximos da floresta”, disse Edson.
Larissa acha que é desnecessário estabelecer um determinado dia para lembrar dos povos nativos. “Para nós, a luta pelo reconhecimento dos nossos direitos é constante, e tem que ser travada dia após dia”.
O conforto e a facilidade proporcionada pela vida nas cidades não empolga os dois irmãos. “Gostamos de ser como somos, e só nos sentimos vivos e fortes quando estamos com o nosso povo, vivendo próximos à natureza”, finalizou Edson.