Uma viatura funerária chegou, no final da tarde de ontem (terça-feira, 18), à aldeia Manairissu, levando o corpo de um bebê recém-nascido, morto logo após nascer, no Hospital Regional de Vilhena. Tão logo fez a entrega do pequeno cadáver, o agente funerário que fez o translado, foi abordado pelo pajé da tribo, que fica a aproximadamente 80 km da cidade de Comodoro (MT), com uma indagação surpreendente: “Foi o pai quem matou essa criança?”
Em conversa com outros índios, o vilhenense ficou sabendo que o pai do bebê, que também é líder na comunidade, teria prometido executar o filho assim que ele nascesse. Ninguém, no entanto, soube dizer a razão da jura paterna. Por uma fatalidade, a criança não sobreviveu ao parto.
Segundo apurou o agente funerário, o acusado de planejar o “infanticídio” sequer foi aos rituais de despedida do filho, temendo ser atacado pelos outros índios. “Pelo que me disseram, ele ficou em Vilhena e não tem coragem de pisar na aldeia”, revelou, acrescentando que o homem apontado como autor da ameaça tem um longo histórico de violência. “Ele já chegou a cortar carros a machadadas e é tido como um sujeito-problema”.
A foto que ilustra esta reportagem foi produzida com aparelho celular, na aldeia Manairissu, pelo agente funerário que levou para lá o corpo do bebê morto no HR de Vilhena.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 19 de Junho de 2013, às 10:14