Apresentado na Unisp, acusado ele tinha em seu poder uma CNH e uma passagem de ônibus
 
Na noite de ontem, uma guarnição da Polícia Militar foi até a loja Havan, no bairro Vila Operária, em Vilhena, atender uma ocorrência envolvendo um homem de 40 anos, que havia provocado uma “quebradeira” na empresa, que tem filiais em todo o país.
 
O homem acusado foi seguido pelo gerente da Havan, que o denunciou na polícia, e abordado já nas proximidades da avenida Paraná. O funcionário contou que o desconhecido havia chegado na loja e, após uma atendente o abordar, ele disse que queria conversar em uma “sala secreta”, onde houvesse câmeras.
 
A mulher de 45 anos explicou que os dois estavam em lugar reservado, onde poderiam dialogar tranquilamente. Ele então pediu que a funcionária ligasse para o empresário Luciano Hang, dono da rede, e que usa o apelido de “Véio da Havan” ao gravar comerciais da marca.
 
Quando foi informado que a chamada para o empresário catarinense não poderia ser feita, e questionado sobre o que queria na filial vilhenense, o personagem disse que gostaria de ganhar roupas.
 
Ao ouvir que a doação das confecções não seria feita, o pedinte se enfureceu e, além de jogar dois manequins no chão, passou a mão sobre uma mesa onde louças estavam expostas. O prejuízo causado com a quebra das peças, incluindo xícaras e copos, passou de R$ 100,00.
 
Os funcionários da unidade, por não saberem da necessidade de preservar o local para eventual uma perícia, recolheram todos os fragmentos de vidro com a intenção de evitar que qualquer cliente se ferisse.
 
Apresentado na Unisp, onde foi constatado que ele tinha em seu poder uma CNH e uma passagem de ônibus, o homem disse que sofre de transtornos mentais, e que essa seria a razão para o surto que acabou em vandalismo e na resistência à prisão.
 
Ele também apresentava ferimentos, e disse que tinha sido agredido antes, mas os detalhes deste caso não foram revelados.