O homicida teria agido a mando do sobrinho da vítima, que também foi condenado pelo crime
Mais de 12 anos depois, a justiça levou ao banco dos réus o homem que matou a tiros de espingarda o sitiante vilhenense Alcídio Woll, que tinha 58 anos na época do crime. O corpo de Alcídio foi encontrado dentro de um rio, na área rural de Vilhena, na manhã de 4 de agosto de 2013.
Alcídio havia saído de casa na sexta-feira para ir ao sítio, e quando não retornou, o filho registou um boletim de ocorrência de desaparecimento no sábado. Na manhã do domingo, policiais encontraram o corpo dele. A perícia constatou que o sitiante foi morto com tiros de espingarda. Um dos disparos acertou a vítima nas costas e o outro na face.
As investigações apontaram que um desentendimento entre Alcídio e um sobrinho dele, vizinho de sítio, e cujo gado estaria invadindo sua propriedade, levou ao seu assassinato.
Dias depois do crime, a polícia identificou o homem que assassinou o sitiante. João José Alves de Lima, então com 29 anos, trabalhava em um sítio vizinho. As investigações que estavam no início ainda não tinham descoberto, naquele momento, o motivo do crime.
Somente com o avanço dos trabalhos foi que a polícia descobriu que João José matou Alcídio a mando de Wilson Roesse Woll, sobrinho da vítima. O motivo: ele não teria gostado de ser repreendido pelo tio por causa do gado dele que invadia a propriedade do familiar.
Em dezembro de 2018 Wilson foi condenado como mandante do assassinato do tio e recebeu pena de mais de 16 anos. Mas continuou foragido até maio de 2024, quando foi localizado e preso em uma chácara no município de Diamante do Oeste, no Paraná.
Já o homem que atirou em Alcídio seguiu foragido e foi preso apenas em 2024. A sua prisão aconteceu na cidade de Campo Grande (MS). Ao ser detido, ele deu o nome de João Batista Ferreira de Lima, diferente do nome que usava na sua passagem por Vilhena.
Ontem, segunda-feira 6, João foi finalmente julgado e condenado pelo crime de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A pena imposta a João pelo crime foi de 15 anos e 2 meses de reclusão em regime fechado. A magistrada concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 07 de Abril de 2026, às 16:19