“Vou ali matar uma pessoa, mas voltou daqui a pouco”, teria dito autor antes do crime
 
O FOLHA DO SUL ON LINE confirmou que o homem que matou, a facadas, um comerciante em Vilhena, teve o próprio pai também assassinado com o uso de medicamentos. O crime contra este idoso, que se chamava José Bento Rosa, aconteceu em 2017.
 
A autora do homicídio, com 53 anos na época, usou medicamentos para dopar a vítima, que tinha 86. A assassina teria sido julgada e condenada a mais de 20 anos de prisão pelo crime (ENTENDA AQUI).
 
O outro assassinato, registrado há menos de 10 dias, teve como vítima o dono de um bar na avenida Paraná, conhecido como “Ciro”, mas cujo nome verdadeiro era Ciríaco Lourenço Pires. Ele tinha 65 anos e chegou com vida ao Hospital Regional de Vilhena, mas morreu logo em seguida (LEMBRE AQUI).
 
O autor das facadas que mataram Ciro, segundo uma vizinha, mora na casa deixada pelo falecido pai, com a permissão dos outros irmãos. “Ele é meio fraco de cabeça e de situação”, disse a moradora, cujas palavras indicam que o assassino confesso é pobre e enfrenta problemas mentais.
 
No dia do ocorrido, o homem passou próximo à casa da vizinha e avisou: “vou ali matar uma pessoa, mas volto daqui a pouco”. E, realmente, pouco depois de cometer a atrocidade, ele retornou para casa, sujo de sangue e com a faca nas mãos.
 
Preso desde então, o matador deixou dois cachorros em sua casa, mas os vizinhos têm se revezado no cuidado com os animais. Mesmo após o ato de violência, os conhecidos o avaliam como “trabalhador”, já que ele catava materiais recicláveis, e produzia verduras e legumes no quintal de sua casa.
 
O assassino também cuidava de propriedades rurais quando era chamado para esse tipo de serviço, o que o levava a passar longos períodos longe da cidade. Ele ainda não teria revelado o que o motivou a desferir o ataque letal contra o “botequeiro”.