Depois de um mês presos, foram liberados ontem os envolvidos no “Escândalo Cavalo Branco”. Foram soltos dois deles: o empresário Itamar Costa, dono do posto Cavalo Branco, e o transportador Adroaldo Bester. Continua preso Romildo Valentino Lopes, assessor do vereador Vanderlei Graebim (PSC).

Os dois conseguiram um hábeas corpus no Tribunal de Justiça. A desembargadora Zelite Carneiro entendeu que eles poderão responder ao processo em liberdade porque não oferecem risco à sociedade.

O motivo pelo qual Romildo continua preso é porque ele tem advogado diferente dos demais. Quem o está defendendo é o próprio Vanderlei Graebin.

PARA RECORDAR


Em 5 de fevereiro, a Polícia Civil desbaratou um esquema de sonegação. Itamar Rodrigues Costa, Adroaldo Bester, Romildo Valentino e o Cabo PM Ivandel tiveram a prisão preventiva; apenas o policial não foi preso porque está em tratamento contra um câncer.

Depois de obter de Ivandel um Termo de Liberação emitido pela Secretaria de Estado das Finanças (Sefin), que já havia sido utilizado por outro caminhão, Romildo o repassava para o motorista de cada caminhão-tanque da Bester.

 

O motorista  apresentava o documento fiscal na barreira para o mesmo PM Ivandel e este, mediante o pagamento de suborno de R$ 250,00 por caminhão, permitia que o mesmo seguisse viagem.

Os caminhões eram sempre carregados de álcool carburante, adquirido em destilarias de outros Estados, e que trabalhavam para o TRR I. Costa, que funciona a menos de dois quilômetros do Posto Fiscal.

TRR é a sigla para Terminal Revendedor Retalhista, uma espécie de distribuidor atacadista de combustível, cujo proprietário era Itamar Costa, um dos beneficiários finais do esuqema, junto com Adroaldo Bester, da transportadora à qual os caminhões-tanque estavam ligados.

O esquema chegou a intermediar a passagem, sem o recolhimento do ICMS devido, de até cinco caminhões por dia, fato atestado inúmeras vezes nos 180 dias em que durou a investigação, que se valeu de observações de campo, captações ambientais (gravações) e interceptações telefônicas - tudo autorizado pela Justiça.

Durante esses seis meses, a sonegação de impostos pode ter chegado a mais de 1,5 milhão de reais, segundo um auditor-fiscal de carreira, que ocupa cargo de chefia na cúpula da Coordenaria Estadual de Arrecadação da Sefin em Porto Velho.