Denunciante havia publicado em redes sociais que estava bem financeiramente
 
Por volta das 23:00h de domingo, 8, uma guarnição da Polícia Militar foi acionada e compareceu em uma casa no bairro BHN, em Vilhena, onde teria acontecido uma ocorrência de invasão de residência seguida de roubo.
 
Na frente do imóvel indicado na denúncia, os militares encontraram um homem de 45 anos, armado com uma faca. Ele contou que sua casa tinha invadida por dois homens, que tentaram roubar um computador e, como não conseguiram, danificaram o equipamento, jogando-o chão.
 
O denunciante também contou que, ao tentar impedir a ação dos invasores, foi agredido por eles, que lhe atacaram com chutes e socos. Um dos homens também teria se apossado de uma cadeira e desferido um golpe, o que causou uma lesão no braço usado para se defender.
 
Questionado pela guarnição se conhecia os supostos autores das agressões, o homem relatou que sim, afirmando inclusive saber onde eles residiam. Indagado sobre o possível motivo da ação, respondeu que acreditava tratar-se de inveja, pois havia publicado em redes sociais que estava bem financeiramente e que havia adquirido um computador, o mesmo que foi danificado.
 
Levando os policiais até a casa dos agressores, o denunciante explicou que na residência também morava sua ex-esposa, uma jovem de 24 anos, que tinha uma medida protetiva contra ele.
 
Contou também que manteve o relacionamento com a ex por três meses, porém houve desentendimentos e separação por motivo fútil, ocasião em que a garota saiu da residência e passou a morar com um casal de amigos em comum.
 
Segundo o acusador, este amigo e o parceiro dele seriam os autores que teriam ido até sua casa para agredi-lo e praticarem danos contra seu patrimônio.
 
Já no endereço dos denunciados, os três moradores negaram as acusações. Também garantiram não ter ido até a casa do homem que acionou a guarnição, afirmando que ele é quem teria passado na frente da casa onde a ex tinha sido acolhida, tentando coagi-la a retomar o relacionamento.
 
A jovem disse ainda que foi expulsa de casa pelo ex, em razão do ciúme dele e que, sem ter para onde ir, foi morar no imóvel do casal de amigos que lhe ofereceu abrigo.
 
Na ocasião, a mulher apresentou à guarnição a Medida Protetiva de Urgência, com base na Lei Maria da Penha, expedida em 23 de fevereiro de 2026, com validade de um ano.
 
Informou também que não possui intenção de reatar o relacionamento com o ex, relatando ainda que ele já teria ido até seu local de trabalho para proferir ameaças contra sua vida, se ela não voltasse ao relacionamento, demonstrando comportamento ciumento e inconformado com o término e com a ajuda prestada por seus amigos.
 
Diante da divergência nas versões apresentadas pelo homem e pelos outros, a guarnição conduziu todas as partes até a Unisp, para que fossem adotadas as providências cabíveis pela autoridade policial.