O rondoniense Emerson Motta está há cinco meses no Haiti a serviço do Exército brasileiro; ele é cabo e serve no 5° BEC (Batalhão de Engenharia e Construção) em Porto Velho e está em missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas).
Informações cedidas por familiares de Emerson que residem na cidade de Monte Negro, interior de Rondônia, e que conseguiram contato com o mesmo após os noticiários sobre os tremores dão contra de que militares do batalhão em que ele trabalha se deslocaram da capital haitiana Porto Príncipe até outra cidade por nome de Belladerre, divisa com a República Dominicana, distante cerca de 100 Km de Porto Príncipe, e na tarde, momento em que estavam com um trator escavando um buraco para uma construção, sentiram os tremores.
“Na hora pensamos que estava desbarrancando tudo, quando olhamos para o lado vimos o caminhão da tropa tremendo parecendo uma gelatina, e sentimos a terra tremer por uns dez segundos, muito ruim a sensação. Estou até agora com as pernas tremendo”, contou o brasileiro.
Segundo familiares de demais brasileiros em ação no país, os militares estão bem. O governo brasileiro se solidarizou e disse que os militares estão ajudando nos resgates.
De acordo com relato recebido do Encarregado de Negócios do Brasil em Porto Príncipe, Cláudio Campos, o prédio da Embaixada do Brasil sofreu sérios abalos, mas não houve vítimas entre os funcionários brasileiros.