A greve da Polícia Civil de Rondônia completou ontem, sexta-feira 28, 40 dias de paralização. E ao que parece deve demorar muito mais. Isso por que a categoria rejeitou, por unanimidade, a proposta apresentada pelo governador Confúcio Moura, na quarta-feira 27.
De acordo com os grevistas, cerca de 300 servidores aguardam o benefício de promoção que não ocorre há 19 anos, quando deveria acontecer a cada quatro. A proposta apresentada pelo governo concederia essas promoções nos meses de agosto e outubro de 2013.
No entanto, as promoções estavam condicionadas ao superáfit e ao aumento da arrecadação. E foram essas condições impostas que, segundo o delegado substituto do Sinsepol em Vilhena, José Dorival, levou os servidores a recusarem a proposta.
Ainda segundo Dorival, a categoria pediu a retirada das condições impostas para as promoções. Como uma nova proposta por parte do governo tem que ser apresentada na Assembleia Legislativa para ser protocolada, é muito provável que não haja mais tempo hábil em 2012 para que essa nova proposta seja enviada ao comando de greve para votação. Assim, 2013 deve se iniciar com os cerca de 2.5 mil servidores da Polícia Civil paralisados.