A greve dos bancários, que teve início no último dia 27, ainda não tem data para terminar. Isso porque, segundo os grevistas, os representantes dos bancos permanecem sem negociar.

Em Vilhena a paralisação atingiu todos os bancos, públicos e privados e, segundo Luiz Paulúcio, diretor do SEEB (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários), a posição dos grevistas de Vilhena e de outras cidades de Rondônia, é a mesmo da do resto do país: “Sem negociação não haverá retorno ao trabalho”.

Paulúcio revelou ainda que os banqueiros disseram não para todas as exigências dos grevistas, inclusive as mais importantes, que pedem a contratação de novos funcionários, melhorias das condições de trabalho e o fim das metas abusivas.

Segundo o diretor do SEEB, o único item sobre o qual os banqueiros se manifestaram foi o que trata do reajuste salarial, cujo movimento grevista pede 12% de aumento e os patrões ofereceram 8%.

Paulúcio, que trabalha em um banco público, falou da pressão sofrida pelos funcionários da rede bancária privada e garantiu que houve demissões no ano passado, em Ji-Paraná, de funcionários que aderiram à greve. “A pressão é menor nos bancos estatais. Os que trabalham nas instituições privadas temem retaliações, como já aconteceram”, disse o sindicalista.

A agência na qual ele trabalha em Vilhena mantém, durante a greve, dois funcionários para tirar as dúvidas dos clientes que buscam o serviço nos caixas de auto-atendimento. Paulúcio disse ainda que os pagamentos de aposentadoria e pensões estão sendo feitos normalmente.