A paralisação das atividades da única agência da Caixa Econômica Federal no Cone Sul está causando transtornos em todos os municípios da região. Embora a maioria dos clientes da instituição consiga atendimento em correspondentes bancários e lotéricas de algumas cidades, os usuários que não dispõem de cartão, que permite a utilização de caixas eletrônicos, são obrigados a se deslocar até Vilhena.

A greve na CEF foi deflagrada em todo o país no dia 24 de setembro, quando os trabalhadores de todo sistema bancário cruzaram os braços. Embora o movimento já tenha sido encerrado em quase todos os outros bancos públicos e privados, os empregados da Caixa mantêm a greve. Na tarde de hoje, a manifestação pode ser encerrada, dependendo de uma reunião do comando nacional, em Brasília.

De acordo com o advogado José Luiz Paulúcio, diretor do Sindicato dos Bancários em Vilhena, no início da greve, os funcionários da CEF apresentaram uma pauta contendo cerca de 50 reinvindicações. Desse total, segundo o sindicalista, apenas três ainda não foram atendidas: isonomia salarial entre funcionários novos e antigos, Planos de Cargos e Comissões e contratação de novos empregados.

Em Vilhena, a agência da Caixa dispõe de 20 empregados, número que, segundo a categoria, é insuficiente para atender à demanda de trabalho. O estabelecimento atende aposentados e pessoas de todo o Cone Sul. Mesmo em época de funcionamento normal, as filas na agência chegam a 50 metros, com usuários aguardando atendimento fora do prédio. A esperança dos bancários locais é que pelo menos outros 5 funcionários sejam contratados para minimizar o problema.