Mulher chegou a fazer pix de R$ 800 para que o agressor fosse embora
Nesta semana, após receber denúncia de que uma mulher estaria sendo vítima de violência doméstica no bairro Parque Cidade Jardim II, em Vilhena, a Polícia Militar enviou uma guarnição até o local para atender a ocorrência.
No endereço apontado na denúncia, os militares encontraram uma mulher de 28 anos, na 37ª semana de gestação. O pai do bebê passou a residir na casa dela cerca de três meses atrás. Naquela data, ele estava ouvindo som a todo volume, e ingerindo bebidas alcoólicas em companhia dos primos, que tinha levado para o imóvel.
Quando a gestante pediu ao companheiro que desligasse o som para que todos pudessem almoçar e em seguida descansar, argumentando que o casal teria que acordar às 4:00h para trabalhar no frigorífico JBS, o homem se irritou a passou a acusar a companheira de maltratar os parentes dele.
A mulher então pediu que o homem saísse da casa dela, e quando ele alegou não ter dinheiro, ela fez um pix em seu nome no valor de R$ 800,00 para agilizar a partida. E acrescentou: não tinha mais condições de continuar naquela situação, morando com o ele.
Neste momento, o denunciado, que tem 25 anos, exaltou-se e passou a ameaçar a vítima de morte, apoderando-se de um facão e dizendo que “ela não passaria de hoje”, que “ela não iria ficar com mais ninguém” e que iria matá-la.
As ameaças ocorreram na presença de três filhos da vítima, sendo duas meninas de 12 e 8 anos, e um garoto de 6. Quando a criança de 8 anos tentou intervir em defesa da mãe, o agressor a segurou pelos cabelos e a jogou contra a parede
Após proferir novas ameaças contra a vítima, o acusado abandonou o facão no corredor da residência e saiu do local em uma bicicleta, tomando rumo ignorado, após ouvir da criança de 12 anos que estava ligando para a polícia
A guarnição recolheu o facão utilizado nas ameaças. As crianças foram deixadas sob os cuidados de um parente da vítima, e a grávida foi conduzida à Unisp, onde manifestou o desejo de requerer medida protetiva contra o companheiro
Durante o deslocamento para a Unisp, a guarnição passou pela residência da avó do denunciado, onde foi possível localizá-lo no interior do imóvel, e ali ele recebeu voz de prisão.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 10 de Março de 2026, às 09:15