Mais de 20 pessoas que haviam testado positivo estavam na fila em laboratório

 

Após uma moradora de Cerejeiras, de 35 anos, fazer um forte desabafo nas redes sociais, criticando o atendimento dado a pacientes positivados para Covid-19, o FOLHA DO SUL ON LINE ligou para ela, que relatou os transtornos que sofreu ontem, ao tentar coletar material para exames pedidos pelo médico que a consultou após o diagnóstico.

 

Auxiliar de contabilidade, Vanessa Aguiar França chegou pontualmente às 9:00h na tenda montada em frente o laboratório do hospital São Lucas. Ela e os mais de 20 pacientes cujos testes de Covid haviam dado positivo no final de semana, chegaram ao local em jejum, como havia sido recomendado.

 

A coleta do material começou no horário, mas às 10:30h, a atendente anunciou uma pausa. Às 11:00h, um homem e sua esposa, ambos infectados pelo novo Coronavírus, questionaram a retomada da coleta. Já próximo do meio-dia foi anunciado que não haveria mais atendimento.

 

Vanessa, então, perguntou se seriam distribuídas senhas para os pacientes serem atendidos no dia seguinte. A servidora disse que não podia fazer nada, pois também estava trabalhando doente e não deu prazo para as novas coletas.

 

Além de testemunhar gente que chegava para fazer testes de Covid misturados a quem já estava infectado, Vanessa ficou revoltada por ter comparecido ao local em jejum e não ter seu material coletado. “A Saúde trata a população como lixo. Claro que ninguém deve trabalhar doente, como a moça alegou, mas os superiores dela deveriam ter resolvido a situação. Os pacientes não devem pagar o preço da incompetência”, disparou.

 

O grande número de pessoas em busca de atendimento, muitos já com o resultado positivo para Covid, mostra que a pandemia retornou com força total em Cerejeiras, uma das cidades mais castigadas pela doença na região.

 

O site está à disposição caso alguém da prefeitura de Cerejeiras queira comentar as acusações feitas pela paciente.