Flagrante de desperdício de tempo e de dinheiro público pode ser visto na junção da avenida Curitiba com a intransitável rua 743, no bairro Marcos Freire, em Vilhena. Naquele ponto foi implantada uma grande caixa para receber as águas das galerias da própria avenida Curitiba e da ainda em implantação, embora paralisada, galeria que ligará as tubulações da avenida Tancredo Neves à caixa implantada no final da Curitiba via rua 743.

Daquela caixa, a água cairá por três grandes tubulações paralelas com destino ao igarapé Pires de Sá. 

Mas, a obra foi paralisada sem a devida conclusão. Resultado: as fortes enxurradas causadas pelo volume das águas pluviais causaram tamanha erosão que abriu uma cratera e destruiu toda a galeria tripla que sai da caixa sentido igarapé Pires de Sá, ficando a tubulação exposta como mostram as fotos.

E o pior é que, a continuar assim, não demora muito para que a força das águas danifique a própria caixa, visto que a erosão já descobriu parte da estrutura da construção.

É gritante a falta de respeito, como se já não bastasse o descaso com que é tratado o dinheiro do contribuinte, literalmente jogado na lama, com os moradores da rua 743 e região, cidadãos pagadores de impostos. São pessoas que estão há mais de 60 dias quase privados do seu direito de ir e vir, haja vistas condições deploráveis que a construtora, a qual retirou máquinas e operários da área há mais de um mês, deixou a via pública.

Diversos veículos já atolaram ali. Alguns motociclistas já caíram no lamaçal liso.  E até pessoas a pé tem dificuldade de transitar por ali.

E o problema se arrasta há dia: alguns moradores que receberiam parentes e amigos para a ceia de Natal optaram por transferir a confraternização para outro lugar. Quem decidiu manter a festa natalina ali mesmo, teve que justificar aos convidados tamanha baderna, além de auxiliá-los para que não atolassem seus veículos.  “Esse foi o presente de Natal e Ano Novo que ganhamos, e pelo jeito vai se arrastar por muito tempo”, disse uma moradora indignada.