Um distrito escolar nos Estados Unidos decidiu mergulhar de cabeça na "conversão digital" há um ano e, hoje, colhe frutos como o aumento da proficiência dos alunos e a redução dos casos de indisciplina. No início do ano letivo de 2012-2013, o distrito de escolas de Huntsville, no Alabama, aboliu os livros didáticos e os cadernos em 100% de suas 42 escolas, que têm 24 mil alunos. Eles foram trocados por laptops para todos os alunos e professores, que podem levar o equipamento para casa. Os computadores foram equipados com um currículo digital que inclui, além de livros eletrônicos, conteúdo interativo e multimídia.

 No caso das crianças da pré-escola ao segundo ano, tablets com aplicativos educacionais são guardados nas salas de aula e usados de acordo com a atividade preparada pelo professor. Para garantir a conectividade, o distrito instalou wifi nas escolas e nos ônibus escolares. Além disso, a maioria das salas de aula foram equipadas com lousas inteligentes.

Segundo Rena Anderson, diretora de engajamento comunitário do distrito, isso tudo foi feito sem o aumento do orçamento das escolas. "Nós redirecionamos o orçamento, gastando o que normalmente usamos em livros didáticos, por exemplo", afirmou ela ao G1.

Os resultados preliminares deixaram todos no distrito "muito surpreendidos", contou Rena. Três vezes ao ano (no outono, inverno e primavera no Hemisfério Norte), todos os alunos do primeiro ao último ano do ensino básico passam por um teste em matemática e leitura. Desde a implantação do sistema 100% digital, os resultados melhoram a cada avaliação. De acordo com Rena, entre o outono de 2011 e a primavera de 2013 a porcentagem média de alunos de todos os anos proficientes em matemática subiu de 48% para 78%.

No quesito leitura, a média de proficiência era de 46% no outono de 2011. No último teste, feito na primavera de 2013, ela subiu para 66%. O resultado representa a média de todos os alunos dos doze anos do ciclo básico (do 1º ao 12º ano).