Chamou a atenção dos policiais civis de Vilhena a frieza com que o garoto de apenas 14 anos, descreveu o modo como assassinou a facadas um outro menor de ... anos,  no bairro São José, na semana passada. A vítima desapareceu na quarta-feira, 07 e seu corpo só foi encontrado dois dias depois, enterrado no quintal de um amigo em comum de ambos. A polícia ainda investiga se o garoto cometeu o crime sozinho ou se teve ajuda de alguém –embora ele próprio assuma que agiu sem a participação de terceiros, inclusive fazendo a abertura da cova e o sepultamento do rival.

O assassinato chocou pela violência, descrita pelo próprio menor, ao chegar preso na Delegacia de Polícia Civil de Vilhena: “Dei uma faca em seu pescoço e, quando ele caiu, desferi outros 29 golpes”, revelou sem remorso, acrescentando que o motivo da morte seria “uma treta que ele tinha comigo”.

Detido num estabelecimento correcional que abriga outros menores em conflito com a lei, o  assassino já chegou ao local apresentando suas credenciais: ameaçou resolver através da força suas diferenças com outro adolescente que estava lá. Em seguida, virou-se para o carcereiro e ordenou: “Apaga logo essa luz que quero dormir”, teria dito. Apesar do alegado sono, o menino passou a noite toda tumultuando e não deixou ninguém no local dormir.

O FOLHA DO SUL ON LINE ouviu a mãe do garoto, que lembrou de outro episódio recente no qual ele esteve envolvido: há duas semanas ele acertou um tiro no peito do próprio tio após uma discussão por causa de drogas. Após o ocorrido, teria ido ao Hospital Regional, para onde o tio foi levado, conferir se ele havia morrido. Foi detido no local, com a arma usada na tentativa de homicídio ainda na cintura. Liberado, foi informado de que o tio havia sobrevivido ao disparo.

Ao reconhecer o perfil violento do garoto, a mãe disse que não pretende abandoná-lo, mas não apóia suas atitudes. A mulher revelou que o menino teria começado a ficar agressivo após a morte de um tia, assassinada com dois tiros há pouco mais de um ano.