Pressionadas por ONGs ambientais e órgãos de fiscalização governamentais, as maiores redes de supermercados de São Paulo tomaram uma decisão que afeta diretamente a economia de Rondônia, em especial a do Cone Sul. De acordo com produtores ouvidos pelo www.folhadosulonline.com.br, os varejistas resolveram não mais comprar carnes procedentes de propriedades que tenham sido autuadas pelo Ibama.
Conforme um dos pecuaristas entrevistados pelo site, a medida atinge 92% dos estabelecimentos rurais da região e é grave porque, mesmo que os autos estejam sendo discutidos administrativamente, ou até na Justiça, o produtor tem seu nome no sistema do órgão fiscalizador.
O criador explica que, não tendo como vender a carne para os grandes supermercados paulistas, os frigoríficos da região estão suspendendo as compras junto a produtores autuados. A fonte do site diz que nem mesmo a carne destinada a exportação pode ser adquirida em propriedades que tenham sido multadas pelo Ibama.
COMO FUNCIONA – O sistema de controle de abate dos frigoríficos que vendem para os varejistas paulistas permite que os compradores saibam a procedência das carnes. Os lotes abatidos são arquivados por data e nome dos pecuaristas, ficando à disposição dos lojistas através da Internet. Consultando o CPF dos criadores, os varejistas conseguem identificar quem foi atuado pelo Ibama.
REFLEXOS – Em virtude da intransigência das grandes redes, que incluem Carrefour, Pão de Açúcar e Wal Mart, entre outros, quanto à recomendação das ONGs ambientalistas, os pecuaristas prevêem que podem começar a acontecer esquemas de transferência de gado para pessoas com “nome limpo” no Ibama. “Pressionados pela necessidade de vender o gado, muitos criadores podem cair na tentação de colocar os animais em nome de terceiros que não respondem a auto de infração”, antecipa um fazendeiro, que também alerta para os problemas fiscais decorrentes desta prática.
DEMISSÕES – Segundo informou ao www.folhadosulonline.com.br uma fonte de dentro do frigorífico JBS Friboi, de Vilhena, a unidade teria anunciado a demissão de cerca de 400 funcionários. Como a filial local da empresa não fala com a imprensa da cidade, o site aguarda contato com o Departamento de Comunicação Corporativa, que fica em São Paulo.