Milhões de toneladas de fertilizantes falsificados foram vendidos no segundo semestre de 2009, época do plantio, para milhares de sojicultores do Mato Grosso e causaram prejuízo de R$ 288 milhões - e a fraude pode ter chegado a Rondônia. As grandes redes de lojas de produtos agropecuários do Cone Sul compram dos mesmos fornecedores de suas congêneres matogrossenses - e podem ter caído no mesmo golpe.

A diferença é que, no Mato Grosso, a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) e a Federação da Agricultura do Estado (Famato) uniram-se com a Embrapa Agropecuária e o Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas da Coordenação-Geral do Sistema de Vigilância Agropecuária do Ministério da Agricultura, Produção e Abastecimento (DFIA/SDA/MAPA) e montaram uma força-tarefa de fiscalização que coletou e analisou 240 amostras em regime de urgência, descobrindo que 35% delas estavam adulteradas.

Em Rondônia, não existe laboratório de análise público ou privado capacitado para isso, em nenhuma cidade, nem uma associação de produtores de soja estadual e muito menos a mobilização necessária para descobrir se a fraude chegou até aqui e qual o tamanho do prejuízo que ela pode causar.

 

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