O lavrador Marcelo Gomes do Nascimento, o Cabeludo (FOTO), de 28 anos, um dos dois suspeitos de ter matado o taxista Élson  Flores Ramos, 24, na manhã de ontem (sexta-feira, 10), tem passagem pela polícia de Cerejeiras (RO), por receptação, e admitiu ser usuário de drogas. Tem dois filhos e sua mulher está grávida de três meses. 

O outro implicado no crime, o também lavrador Valdivino Alves dos Santos, 23, solteiro, tem a ficha limpa, segundo informou ao www.folhadosulonline.com.br o delegado Fábio Henrique Fernandes Campos, que comandou as investigações.

Os dois foram reconhecidos por testemunhas de terem estado de manhã no ponto de táxi de Vilhena e entrado no Space Fox que levou vítima e assassinos até a cena do crime, na estrada de acesso à Fazenda Cabixi, no município de Clorado do Oeste (RO).

O taxista foi amordaçado e teve as mãos presas, pela frente, com fita colante. Ele levou socos na boca e apanhou antes de ser esfaqueado duas vezes.

Os assassinos não levaram nada do carro e nem do bolso da vítima, onde havia dinheiro (a quantia, que já foi devolvida aos familiares, não foi divulgada). O corpo foi abandonado num pasto, a poucos metros do carro, deixado com as quatro portas escancaradas.

Como ainda não confessaram o crime, a polícia tem dificuldades para afirmar quais seriam os motivos do homicídio. Os investigadores trabalham com as hipóteses de crime passional ou vingança de outra natureza.

Os dois suspeitos disseram, durante interrogatório, que fazia muito tempo que sequer vinham a Vilhena.

Segundo o delegado Fábio Campos, o que levou a polícia a prender os envolvidos é que um deles – Cabeludo – passou nas proximidades da cena do crime com atitudes suspeitas, por volta das 9h, pouco depois do assassinato. “Ele acabou interpelado pelos policiais porque voltou ao local [onde o homicídio foi praticado] e estava com sinais de sangue na camiseta, na calça e nos sapatos, que foram periciados e estão sendo examinados em laboratório para se saber se [o sangue] é mesmo da vítima”, explicou o delegado.

Por volta das 14h prenderam o outro suspeito, Valdivino, que seria amigo de Cabeludo e foi reconhecido por testemunhas. Foram presos em flagrante, ouvidos em Colorado do Oeste e levados, já à noite, para a Casa de Detenção de Vilhena, sob forte escolta policial.

A prisão dos suspeitos envolveu policiais civis e militares de Vilhena e de Colorado, que agiram rápido. Logo que a notícia das prisões foi veiculada, a revolta tomou conta da categoria e motivou um protesto promovido por cerca de 20 taxistas e familiares, à porta da delegacia de Colorado. “Houve um princípio de tumulto e até a ameaça de linchamento, mas a Polícia Militar conseguiu conter o manifesto”, informou o comandante da PM, coronel João Bonfim.