Empresa de Maringá foi a única citada na PF até agora
Com sede na cidade de Maringá (PR), a empresa Elotech, que presta serviços de informática à prefeitura de Vilhena, foi a única apontada até agora nas investigações da Polícia Federal como participante de um esquema de corrupção no município.
De acordo com o empresário Jair José de Souza, que assinou delação premiada na PF, a firma depositava propinas para três secretários municipais usando as contas bancárias da Tend Tudo Acessórios. O dinheiro era repassado, segundo o delator, em espécie para os destinatários. O servidor Nicolau Júnior, preso pela PF, era o encarregado de pegar e distribuir o dinheiro.
De acordo com uma pessoa que há muitos anos acompanha a atuação da empresa paranaense em Vilhena, na gestão do então prefeito Marlon Donadon, seu contrato não chegava a R$ 100 mil por ano. Comprovantes de pagamento em poder do FOLHA DO SUL ON LINE mostram que, entre 2013 e 2015, a Elotech recebeu R$ 1,65 milhão, ou seja, mais de cinco vezes o valor de oito anos atrás.
Atualmente, além da Elotech, que atuava sozinha na prefeitura, outras duas empresas de informática faturam oferecendo serviços ao município. A Agili Softwares, que fornece programas para a Secretaria Municipal de Educação, recebeu R$ 492.262,00 de 2013 até este ano. Já a Dure-Lex, que fornece sistemas de gestão para controle do ISS, recebeu R$ 1.123.750,00 nestes três anos.