O acordo estipulava o valor de R$ 2.800,00 por dois dias de serviço dos dois veículos
Na manhã de segunda-feira, 16, o taxista vilhenense Maurício Olindino Santana, com mais de 30 anos de atuação, foi alvo de uma tentativa de golpe. O caso foi relatado pelo próprio profissional, que alertou sobre os riscos da fraude.
Conforme Maurício, um homem entrou em contato solicitando a contratação de dois táxis para atender a comitiva de um suposto juiz da Justiça Federal, que estaria vindo a Vilhena. Para formalizar a solicitação, o golpista enviou um “ofício”, em nome do suposto magistrado, que apresentava diversos erros na escrita e solicitava que a negociação fosse mantida “em extremo sigilo, por motivos de segurança”.
O acordo estipulava o valor de R$ 2.800,00 por dois dias de serviço dos dois veículos, e o homem pediu os dados bancários de Maurício, alegando que faria o depósito. Algum tempo depois, o taxista recebeu um comprovante de uma transferência TED no valor de R$ 8.700,00, muito superior ao combinado. Desconfiado, Maurício percebeu que algo estava errado.
Cerca de 20 minutos após o envio do comprovante, o homem entrou em contato novamente, afirmando que a secretária teria cometido um equívoco ao transferir um valor maior e pediu que o taxista devolvesse a diferença. Mesmo diante da explicação, Maurício informou que o dinheiro ainda não havia sido creditado em sua conta.
O golpista, insistente, sugeriu que ele adiantasse pelo menos R$ 500,00 ou R$ 1.000,00, prometendo que o restante seria compensado após a transferência. O taxista então parou de responder.
Além do ofício mal redigido e da atitude suspeita, outros indícios reforçavam a fraude. O DDD do número utilizado pelo golpista era de Goiás, apesar de ele afirmar que trabalhava para a “Justiça Federal do Estado de Rondônia”. Além disso, a conta para onde deveria ser transferida a suposta diferença era de uma agência bancária localizada no bairro do Morumbi, em São Paulo.
Embora Maurício não tenha denunciado o caso à polícia, ele decidiu relatar o ocorrido à imprensa como forma de alertar outros profissionais e cidadãos sobre esse tipo de golpe, que tem se tornado cada vez mais comum.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 18 de Setembro de 2024, às 09:58