“Será que pensavam que ela estava usando o andador como enfeite?”, questiona a denunciante
Uma cena constrangedora e humilhante foi registrada na manhã de ontem, dentro da Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) de Vilhena: uma mulher de 66 anos não pode fazer sua Carteira de Identidade Digital porque não tinha mobilidade para subir as escadas, já que o serviço é executado no segundo andar do prédio.
De acordo com uma das filhas da idosa, como o RG estava vencido, ela foi fazer o novo documento, que seria utilizado para dar entrada em um pedido de cirurgia, procedimento pelo qual precisa passar. No momento, em virtude dos problemas de saúde, a anciã só consegue se locomover usando um andador.
Ao explicar a situação para a representante da empresa terceirizada que produz o documento, a filha da vítima garante ter ouvido dela que pessoas com deficiência não estão sendo atendidas justamente pela falta de acessibilidade no prédio da Polícia Civil em Vilhena.
Outro fato que deixou os parentes da aposentada indignados foi a exigência de um laudo médico comprovando que ela não conseguia caminhar. “Será que pensavam que ela estava usando o andador como enfeite?”, questiona a filha.
A filha, então, bateu o pé, explicou a importância do RG para a mãe e ameaçou registrar uma queixa na polícia ali mesmo. Após isso, ela foi orientada a vir até o centro da cidade para fazer as fotos 3 x 4 que seriam usadas para confeccionar a identidade impressa.
Quando retornou com as imagens impressas, outra informação desanimadora: o documento só fica pronto num prazo de 30 a 60 dias, “e isso se for aceito”, teria dito uma atendente, revoltando ainda mais a família.
O site não conseguiu contato com a empresa terceirizada que produz os RGs, mas publicará sua versão sobre o episódio assim que a manifestação chegar à redação.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 19 de Março de 2025, às 06:01