Claudinei Pena, 30 anos, recentemente vindo de Ji Paraná, e atualmente morador em Vilhena, na avenida Capitão Castro (nem sabe informar o número da casa), solteiro, faqueiro e serrador do frigorífico Friboi, informou que foi convidado por telefone por uma amiga, menor, para acompanhá-la ao Terraçu’s, tradicional noturna da cidade. No local, o rapaz conheceu uma cunhada da amiga e, depois de beber e dançar, resolveu ir à feira municipal com sua moto Brós, e levar também as parceiras. Às 05h00 da manhã, o trio chegou ao local para comer pastel com caldo de cana, mas antes de realizarem o intento Claudinei resolveu pedir o número do telefone da moça que lhe desapertava interesse.
Quando pararam na entrada do saguão da feira para a troca dos contatos de seus celulares, Pena foi abordado por dois rapazes: um alto, trajando camiseta azul, e outro baixo, de camiseta amarela, ambos de cor parda. A dupla começou insultar o operário, dizendo que a menina com quem estava conversando era comprometida. A conversa evoluiu para bate-boca e, em seguida, para o confronto físico. Os dois homens utilizaram pedras de concreto do pátio para desferir golpes contra o rosto e a cabeça do faqueiro, que só não foi morto porque alguns feirantes que presenciaram o ataque saíram em seu socorro.
O Corpo de Bombeiros foi chamado e o ferido foi conduzido ao Hospital Regional. Quando a policia chegou ao local, os agressores já haviam fugido. A reportagem ligou para a moça que ficou com o celular da vítima, e ao atender ela não revelou o nome. Disse ser menor, ser lésbica e que o agredido já teria se defrontado com a galera antes, no Terraçus. A moça disse ainda que os dois agressores fazem parte de uma “gangue forte” em Vilhena, por isso tinha medo de se identificar.