Ao contrário do que todos imaginam, está longe do final a questão da área onde a Prefeitura projeta construir uma estação de tratamento de esgoto, invadida há três anos por centenas de famílias. Hoje de manhã, uma comissão de moradores do local esteve na Câmara de Vereadores para reclamar que não estão conseguindo se cadastrar junto a Secretaria Municipal de Assistência Social a fim de receber terreno em outro ponto da cidade. No final do ano passado, o prefeito Zé Rover (PP) firmou compromisso com as famílias que ocupam o terreno público se comprometendo em resolver a situação o mais rápido possível.
O acordo estabelecido naquela ocasião determinava que os invasores deixariam o local, pois receberiam terrenos nas proximidades do antigo abatedouro municipal. O prefeito prometeu, inclusive, que cederia madeira e outros materiais para que os sem-teto pudessem construir suas casas. No entanto, as famílias interessadas deveriam primeiro passar por avaliação pela Semas, após confecção de cadastro. E foi exatamente aí que a coisa emperrou.
De acordo com Manoel Luiz de Carvalho, presidente da Associação dos Moradores do bairro Novo Horizonte, denominação que eles deram à área invadida, as exigências que estão sendo feitas para cadastramento inviabilizam a aprovação da maioria das 308 famílias que estão registradas pela entidade. O líder comunitário afirma que os que possuem carro, moto ou tem renda superior a três salários mínimos estão sendo excluídos da seleção que a Semas realiza. “Desse jeito a maioria de nós não terá direito a receber o terreno prometido”, disse Carvalho.
As reclamações dos invasores repercutiram entre os parlamentares. Eliane da Emater (PV), Elias Músico (PSC), Jacy Alves (PMDB) e Cabo João (PTB) cobraram na tribuna uma solução ao problema, uma vez que os invasores afirmam que não deixarão o lote do SAAE caso não recebam outro terreno. Apesar dos discursos, nenhum procedimento oficial foi adotado pelo Legislativo a fim de buscar solução ao impasse.