Amigos e parentes de Hugo Carvana se reuniram na manhã desta segunda, 6, para a cerimônia de cremação do corpo do ator, que acontece no Salão Celestial do Memorial do Carmo, na Zona Portuária do Rio. Os filhos e a viúva de Hugo Carvana, Martha Alencar, foram os primeiros a chegar ao local um pouco antes das 10h. Meia hora depois, as portas da sala onde foi colocado o caixão foram fechadas para os mais íntimos se despedirem do ator. Carvana morreu aos 77 anos na manhã de sábado, 4, vítima de um câncer no pulmão. Ele lutava havia seis meses contra a doença e passou uma semana internado em um hospital do Rio. Carnava deixa a mulher e os filhos Pedro, Júlio, Rita e Maria Clara.
"O meu pai gostava muito da Floresta da Tijuca. As cinzas demoram por volta de uns três dias e vamos fazer uma cerimônia só para a família e escolher um local lá", contou Pedro, ao falar sobre o destino que a família dara às cinzas após a cremação. "Fico muito feliz com as homenagens que os amigos têm feito. O Carvana era uma pessoa muito querida. Aos poucos vamos percebendo o significado da saudade e vamos tentar transmutar esse sentimento em projetos que tenho certeza de que era o que ele queria", completou o filho.
Ao fim da cremação, que terminou por volta do meio-dia, Martha falou sobre o adeus ao marido. "Esta última homenagem a ele foi muito bonita. Relembramos os momentos maravilhosos da vida dele. Ele era como o cacique de uma tribo, um nômade", disse.
Durante a manhã e a tarde de domingo, 5, o corpo de Carvana foi velado em uma sala do Parque Lage, na Zona Sul da cidade. Os filhos e a mulher do ator, Martha Alencar, receberam o carinho de parentes e amigos famosos como Betty Faria, Milton Gonçalves, Lúcia Veríssimo, Andrea Beltrão, Otávio Augusto, entre outros. O caixão foi coberto com a bandeira do Fluminense, time para o qual o ator carioca torcia. "Ele bebeu demais, riu demais e amou a vida. Ele tinha um humor cortante, devastador, mas nunca rompeu com os limites do respeito. Estou meio desarticulada. Hoje é meu primeiro dia sem ele", declarou, emocionada, a mulher durante o velório.
"A partida do meu pai é dolorosa, mas ao mesmo tempo é uma oportunidade de celebrar o que o Carvana deixou de legado. A mania de olhar a vida com humor, alegria e com a elegância de um vagabundo errante. Tem de tentar aproveitar para olhar um pouco a figura e trazer para os dias de hoje a alma de passarinho, a inocência e leveza que ele levava a vida", disse o filho Pedro durante o velório, fazendo referência a uma das maiores obras de seu pai, o filme "Vai trabalhar, vagabundo".
Fonte:
EGO
Publicado em 06 de Outubro de 2014, às 16:54