No dia 25 do mês passado, uma quadrilha de brasileiros e bolivianos foi presa pela Polícia Federal. Os integrantes do bando contrabandeavam cocaína e, no momento da abordagem dos policiais, estavam com 14 quilos do produto. Um deles, porém, o taxista que trouxe os traficantes de Pimenteiras até Vilhena, não teria envolvimento com os demais. O jovem de 23 anos sofre na prisão com ameaças e espancamentos.

 O taxista, cuja sua mãe pediu sigilo de identidade, trouxe os bandidos para Vilhena em um gol vermelho, placa JZS-6303. A partir de uma denúncia anônima, a Polícia Federal prendeu todos em uma chácara próxima à cidade. Veículos de comunicação de todo o Estado noticiaram que, além de o taxista ser casado com uma das envolvidas, Ivânia dos Santos Ribeira, 24, estaria envolvido com o tráfico dos entorpecentes. A mulher teria afirmado também que o taxista já havia transportado drogas para os criminosos em outras ocasiões. A mãe do rapaz, que também preferiu não ser identificada, nega o fato. Segundo ela, os dirigentes do presídio onde o rapaz está sendo encarcerado, a Casa de Detenção de Vilhena, estariam dificultando o acesso de familiares a ele. O advogado da família também estaria sendo impedido de adentrar no recinto.

Uma prima do taxista aceitou dar entrevista ao www.folhadosulonline.com.br caso seu nome não fosse revelado. “Por meio de uma denúncia de um colega de cela do meu primo, minha tia, sua mãe, ficou sabendo que ele está sofrendo ameaças e agressões físicas, tanto de outros apenados como de policiais. Eles fazem isso para ele não falar que é inocente, dizem que ele deve pagar a pena também”, revelou. De acordo com suas declarações, o taxista estaria fazendo aniversário no dia da confusão. “Ele, inclusive, queria voltar o mais rápido possível para Pimenteiras, onde familiares e amigos o esperavam para uma festa”, evidenciou.

OUTRO LADO - Segundo o diretor do presídio, João da Mata, somente o advogado pode ter acesso ao apenado. “Não estamos dificultando a entrada de ninguém aqui. A família não pode mesmo entrar durante a semana, só hoje, que é o dia determinado para as visitas. No entanto, os advogados têm livre acesso às celas”, explicou o diretor. Ainda conforme informou João, os detentos mentem e fingem situações para saírem de trás das grades. “Os agentes penitenciários fazem visitas constantes às celas e não tomaram conhecimento de nenhuma forma de agressão entre os apenados. Normalmente eles dizem estar com depressão e outras enfermidades para serem conduzidos para fora da prisão”, concluiu o diretor.

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