“Desde 2017, eu tenho crises de epilepsia, e com o tratamento, meu remédio para convulsão não faz tanto efeito”
 
 O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou por telefone, na noite de ontem, uma garota de 22 anos, ex-moradora de Cerejeiras, que hoje vive no Estados Unidos, onde travou a dura batalha por uma vida, e continua lutando por outra.
 
Residindo desde 2023 nos EUA, e atualmente vivendo em Charlotte, uma das principais cidades e centro comercial do Estado da Carolina do Norte, Sthefany Freire, que trabalhou em uma ótica de Cerejeiras, antes de migrar para o EUA, precisou tomar uma decisão difícil, ao descobrir, ao mesmo tempo, que estava grávida e tinha um tumor no colo do útero.
 
Em janeiro do ano passado, os médicos que atendiam Sthefany recomendaram que a cerejeirense fizesse o aborto de sua bebê, já que o pequeno feto, que só ficou visível nos exames quando tinha 12 semanas, poderia não resistir aos tratamentos indicados para combater o câncer.
 
A jovem gestante, porém, resistiu à recomendação, e encarou três sessões de quimio e outras cindo de radioterapia com a menina no ventre. A pequena Luara lutou junto e chegou ao mundo prematura (com 8 meses), em agosto do ano passado. Hoje, está saudável, mas a mãe segue na batalha.
 
“Desde 2017, eu tenho crises de epilepsia, e com o tratamento, meu remédio para convulsão não faz tanto efeito. Por esse motivo, meu esposo, Hernandes Lima Campos, de 27 anos, fica comigo para o tratamento e para me ajudar com nossas filhas, Luara, de 5 meses, e Helliza, de 4 anos. Para o linfoma, estou fazendo quimioterapia -entrei para parte das quimioterapias vermelhas as mais agressivas”, explica a entrevistada.
 
Após descobrir que também tem um linfoma no estômago, Sthefany, que trabalhava em faxinas nos EUA, hoje precisa se dedicar ao próprio tratamento e às filhas pequenas. Por isso, para arcar com as despesas médicas no sistema norte-americano, ela precisa de ajuda.
 
Ela conta que, nesta fase difícil, tem recebido ajuda material (comida e roupas) de uma igreja evangélica americana, que também ampara espiritualmente toda a família.
 
A jovem mãe, que chegou a precisar ficar intubada, sabe que sua luta é difícil, pois os médicos ainda relutam em fazer a cirurgia para o linfoma, que descobriu depois em seu estômago, no final do ano passado. E o seguro-saúde dela cobre apenas parte dos procedimentos.
 
Quem puder contribuir com qualquer valor, pode fazer depósitos através da seguinte chave-pix: 69996091256.