Viver apenas da renda oriunda do futebol é uma realidade que não passou nem perto da vida de Renato Holanda Pires, de 29 anos. Ex-jogador do Vilhena Esporte Clube (VEC), o atleta trabalha atualmente como instrutor de uma autoescola na cidade e, nos momentos de folga, procura montar times com amigos para disputar campeonatos amadores.
“Joguei em 2004 no VEC. O time estava bem no começo e, ao contrário de hoje, os jogadores eram todos da região, não vinha ninguém de fora para jogar”, explica.

Desde que saiu do Vilhena, Renato não quis mais voltar a fazer parte do grupo. Como um campeonato estadual tem em média três meses de duração, o jogador viu que não podia depender apenas daquela renda. Segundo o amador, mesmo tendo um emprego extra, a vida não era fácil para um atleta de 2004.

“Naquela época eu trabalhava como cobrador, aí acabava treinando poucas vezes durante a semana”, relembra.

No único ano em que ele esteve no Vilhena, o time não conseguiu ficar entre os quatro finalistas do Rondoniense, mais um fator que desmotivou o jogador. Renato também se lembra da estrutura do clube, comandado por Antônio Silva naquele período.

“Era bem precário. Hoje é tudo diferente, pois vem jogadores de outros Estados para participar e isso deu muito destaque para o time Vilhenense”,  acredita.

Apaixonado por esporte, Renato faz o que pode para não ficar longe do campo. Atualmente ele está jogando pelo Cruzeirinho, na 1° Copa Rural de Futebol de Nova Conquista.

“Participo destes campeonatos não por dinheiro, mas por amor ao futebol”, exalta.