Dono da antiga loja de materiais elétricos “Vale do Guaporé”, uma das primeiras do ramo em Vilhena, o brasileiro Carlos Alberto Ikino (AO MEIO NA FOTO) é um dos muitos dekasseguis que, apesar da crise provocada por terremotos e tsunamis no Japão, ainda relutam em deixar o país.

Morando em Tókio há oito anos, Carlos, que é irmão do engenheiro Hélio Ikino, relata frequentemente aos familiares como as coisas estão do outro lado do mundo. Segundo o comerciante, que morou em Vilhena até 1989, a situação é “gravíssima”, já que os abalos continuam assolando várias cidades, inclusive a capital.

Apesar da disposição para permanecer mais um ano no Japão, onde é operário numa fábrica de componentes eletrônicos, Ikino não descarta sair de lá o mais rápido possível. Assim como outros brasileiros que foram tentar a vida na “Terra do Sol Nascente”, o vilhenense teme que novos desastres naturais atinjam o país. Carlos deixou a família (mulher e duas filhas) em Umuarama, no Paraná. Antes de seguir para Tókio, ele trabalhava como caminhoneiro.