O coronel PM João Bonfim, que atuou muitos anos em Vilhena, e hoje reside na capital, manifestou em conversa com o FOLHA DO SUL ON LINE, seu espanto com a onda de crimes violentos na cidade. “Os vilhenenses jamais passaram por situação do gênero, e me recordo de ter deixado a cidade pacificada quando fui transferido para cá”, disse. Ele declarou estar recebendo apelos para retornar ao município, mas diz que tal decisão não é de sua alçada. “De qualquer forma, estando lá ou aqui em Porto Velho estou à disposição para contribuir na busca de solução ao problema”.

O oficial da Polícia Militar, hoje lotado no Comando Geral da corporação, declarou se entristecer com as notícias que lê nos sites e com as informações que lhe foram transmitidas pela reportagem. “Trata-se de um pico de violência grave, marcado por crimes contra a vida seguidos. É preciso ações adequadas para enfrentar a situação”, discorreu. Bonfim garantiu que o caso é assunto de interesse profundo do comando policial.

O coronel contou que esteve recentemente em Vilhena, e foi procurado por amigos e lideres comunitários que pediram sua volta ao município. “Eu agradeço o apoio e confiança, porém, tal decisão não me é permitida, sendo de total responsabilidade de meus superiores e do governador”, explicou. De qualquer forma ele não descarta tal possibilidade, “no que tange a minha vontade e disposição”.