A cidade de Cerejeiras, a 115 quilômetros de Vilhena, amanheceu em choque ontem (segunda-feira, 15) com a morte do caminhoneiro Elvionei Secagno, de 30 anos. O corpo do rapaz foi encontrado pendurado por uma corda na gaiola da caminhonete utilizada por ele no transporte de animais.
Segundo pessoas que conheceram Secagno, ouvidas pelo site, o rapaz teria saído de casa na noite de domingo, avisando à esposa, Maurília Teixeira Martins, que iria beber com os amigos. No bar onde se encontrou (e bebeu) com os companheiros, o jovem disse que iria se matar, queixando-se da vida que levava. Nenhum dos que ouviram a ameaça levaram a sério o autor.
Ao retornar para sua residência, que fica nas proximidades do laticínio Multibon, já tarde da noite, Elvionei teria mantido, segundo informações não oficiais, um diálogo áspero com a esposa, informação que ela, em entrevista por telefone ao WWW.folhadosulonline.com.br desmentiu, alegando que sequer viu quando o rapaz retornou. E, de fato, nenhuma menção ao suposto desentendimento consta no Boletim de Ocorrência sobre o caso.
Certo é que, ao chegar do boteco, o jovem usou a corda que havia na carroceria da picape, estacionada em frente à sua residência. Seu corpo só foi encontrado quando o dia amanheceu, por uma vizinha, que avisou à esposa e essa, por sua vez, acionou a polícia. O cadáver permaneceu no local da tragédia até a chegada de peritos da Polícia Civil, por volta das 11:30h. Não há dúvidas de que a morte foi mesmo por suicídio, pois não havia vestígios de luta no local.
Ainda não foram revelados os motivos que levaram o transportador ao gesto extremo. Ele não deixou qualquer mensagem que pudesse explicar sua atitude. Vários curiosos se aglomeraram na porta da casa do suicida e, segundo algumas testemunhas, as mãos do rapaz não estavam para baixou ou junto à corda, como é comum nesses casos. “Na verdade, seus braços estavam próximos à gaiola, como se ele tentasse se segurar para evitar o sufocamento”, disse um dos que viram a grotesca cena.
Elvionei trabalhava com o pai, Domingos Secagno, pioneiro na cidade de Cerejeiras. Seu corpo foi velado na noite de ontem na Câmara de Vereadores e sepultado hoje de manhã no cemitério local. Deixa, além da viúva, com quem vivia há sete anos, um filho de 4.